sábado, 26 de agosto de 2017
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
terça-feira, 15 de agosto de 2017
sábado, 12 de agosto de 2017
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
terça-feira, 1 de agosto de 2017
A queda do céu: Palavras de um xamã Yanomami.
Eu
não tenho velhos livros como eles, nos quais estão desenhadas as his- tórias
dos meus antepassados.8 As palavras dos xapiri estão gravadas no meu
pensamento, no mais fundo de mim. São as palavras de Omama. São muito
antigas, mas os xamãs as renovam o tempo todo. Desde sempre, elas vêm pro-
tegendo a floresta e seus habitantes. Agora é minha vez de possuí-las. Mais
tarde, elas entrarão na mente de meus filhos e genros, e depois, na dos filhos
e genros deles. Então será a vez deles de fazê-las novas. Isso vai continuar
pelos tempos afora, para sempre. Dessa forma, elas jamais desaparecerão.
Ficarão sempre no nosso pensamento, mesmo que os brancos joguem fora as peles
de […]
p.65
[…] papel deste livro em que elas estão agora
desenhadas; mesmo que os missioná- rios, que nós chamamos de “gente de Teosi”,9 não parem de dizer que são mentiras. Não poderão ser
destruídas pela água ou pelo fogo. Não envelhecerão como as que ficam coladas
em peles de imagens tiradas de árvores mortas. Muito tempo depois de eu já ter
deixado de existir, elas continuarão tão novas e fortes como agora. São essas
palavras que pedi para você fixar nesse papel, para dá-las aos brancos que
quiserem conhecer seu desenho. Quem sabe assim eles finalmente darão ouvidos ao
que dizem os habitantes da floresta, e começarão a pensar com mais retidão a
seu respeito?
Eu, um Yamomani, dou a vocês, os brancos, esta pele de
imagem que é minha.
p.66
Livro: A queda do céu : Palavras de um xamã yanomami
Autores: Davi Kopenawa e Bruce Albert
Tradução:
Beatriz Perrone-Moisés
Prefácio: de Eduardo Viveiros de Castro
Editora: Companhia das Letras, 2015, 1a ed. São Paulo
segunda-feira, 31 de julho de 2017
domingo, 9 de julho de 2017
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Pohan Ñande Mb'eva, por ASCURI.
Um Filme de
Aziel Medina
Gadiel Medina
Jhonnara Gomes
Josebias Vera
Justino Cinta Larga
Juvenal da Silva
Kiko
Marinaldo Medina
Mezaque Medina
Vanessa Duran
Wanderson Vera
Agradecimentos
Sr. Emenegildo Medina
Ivan Que-se-passa Molina
Todos da Aldeia Pirajui
Filme Realizado na
Oficina de Cinema
da Aldeia Pirajui
Junho de 2014
Realização
ASCURI
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Fio de Ariadne.
Nos mesmos somos hibridos, instalados
precariamente no interior
das instituições cientificas, meio engenheiros, meio
filosofos, um terço instruidos
sem que o desejassemos; optamos por descrever as tramas onde
quer
que estas nos levem. Nosso meio de transpone e a noção de tradução ou de rede. Mais flexivel
que a noção de sistema, mais historica que a de estrutura, mais empirica
que a de complexidade, a rede é o fio de Ariadne destas histórias confusas.
(LATOUR, p.09)*
Desta forma existe um fio de Ariadne que nos
permitiria passar continuamente do local ao global, do humano ao não-humano. É
o da rede de praticas e de instrumentos, de documentos e traduções. Uma
organização, um mercado, uma instituição são objetos supra-lunares
feitos de uma materia diferente daquela de nossas relaçãoes locais sub-lunares.
A unica diferença vêm do fato de que os primeiros são compostos por hibridos e,
para sua descrição, precisam mobilizar urn grande numero de objetos. (LATOUR,
p.119)*
*LATOUR, B. Jamais fomos modernos. 4ª. Reimpressão,
Editora 34: Rio de Janeiro, 2008.
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Obra de arte: A árvore de todos os saberes. Autor: Jaider Esbell (etnia Macuxi) Ano: 2013
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Artista e Escritor Jaider Esbell Livro Tardes de Agosto, Manhãs de Setembro, Noites de Outubro ano 2013
Trabalhos - OuVir
- Um Primeiro Movimento para Seguir um Conceito Ñandeva/ Avá Guarani a Respeito da Pessoa e dos Modos de Cuidados e Os Estudos Críticos do Desenvolvimento, Yan Chaparro, Josemar de Campos Maciel e Levi Marques Pereira
- A Outra 'Questão das Questões", Leif Grünewald
- Um Relato Transcrito pelo Sorriso: Caminhar, Yan Chaparro e Josemar de Campos Maciel





